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Achei que você viria na festa...

Ontem, a Bia, a Alessandra e eu fomos comemorar o aniversário do  Viko Rezende , aqui  em  São Leopoldo . Como  ele está escrevendo um livro que fala de minha cidade, fez muitos amigos por aqui e resolveu comemorar num barzinho na rua Independência, perto de onde moro. Até esquecemos que era dia de eleição, parecia o Natal, com tanta gente pelas ruas. Apesar do vento forte, a tarde foi muito bacana e já nas primeiras horas da noite, os amigos foram chegando. Claro que nem todos vieram. A figura mais aguardada era o misterioso Samuel. Como sempre, estava metido em algum experimento cientifico. Entretanto, mesmo assim, sentia a presença de alguém. Em certo momento o som do vento foi sumindo e não ouvia mais o burburinho da rua, nem mesmo o que meus amigos falavam. Eu via as pessoas sorrindo e gesticulando mas não ouvia suas vozes. Foi quando a Alessandra passou a mão na frente dos meus olhos e eu voltei a realidade. Aquela “viagem” durou frações de segundos, c...

Não estou nesta foto. Porque?

Ontem, revirando os " Orkuts " de meus amigos, encontrei fotos de uma cidade que sempre gostei. Ao ver uma determinada foto, senti como se alguém estivesse comigo naquele momento, olhando junto, a mesma imagem. Não senti medo, é claro, apesar de já ser tarde da noite. Senti apenas um estranho vazio, como se eu devesse estar fazendo parte daquela foto, daquele quadro mas estivesse sido apagada dele. As vezes tenho esses brancos, como se estivesse vivendo uma historia que não é a minha. Como se tivesse que ir a um determinado lugar importante e tomasse a rua errada e fosse noutra direção. Vou indo, falando com as pessoas, entregando documentos, ouvindo musicas e assistindo a filmes que não são do meu interesse. Tenho falado com um amigo sobre isso, e ele acredita que realmente eu possa estar vivendo a vida de outra pessoa. É como se pudéssemos seguir a vida como se fosse um roteiro escrito por alguém, algo obrigado. É como um remédio amargo mas que sabemos que é importa...